Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Pelecaniformes
Família: Ardeidae
 Leach, 1820
Espécie: T. fasciatum

Nome Científico

Tigrisoma fasciatum
(Such, 1825)

Nome em Inglês

Fasciated Tiger-Heron


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Socó-jararaca

O socó-jararaca é uma ave pelecaniformes da família Ardeidae.

Também conhecido como socó-boi-escuro.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) tigris = tigre; e söma = corpo; e do (latim) fasciatus, fascia = com faixas, com banda, banda. ⇒ (Ave com) faixas (como o) corpo do tigre

Características

Chega a medir 70 centímetros de comprimento. Bico e pernas relativamente curtos, com o cúlmem menor que 95 mm; vértice negro, lado da face cinza-xistoso, pescoço e manto xistáceo vermiculado de amarelo, formando um desenho espaçado, flancos uniformemente xistáceos, abdome cinza-marrom canela; pescoço anterior canela com 2 estreitas faixas brancas verticais de cada lado, bico com maxila preta e mandíbula verde-amarelada, íris amarela.

Subespécies

Possui três subespécies:

Alimentação

Ainda faltam estudos para se conhecer seus hábitos alimentares, mas no seu estômago já foram encontrados libélulas e peixes. Caça ao longo dos rios, nas margens ou em rochas no curso d'água com o seu pescoço parcialmente estendido. Sua presa são principalmente peixes, mas come também insetos.

Reprodução

Seu ninho é uma plataforma de gravetos e ramos. Pouca se sabe sobre seus hábitos reprodutivos.

Hábitos

Vive em córregos límpidos de florestas e em rios encachoeirados com lajedos rochosos escorregadios em meio às águas revoltas. Pousa sobre rochedos e troncos ilhados no meio da corredeira ou embosca as presas a partir da galharia marginal. Gosta de ambientes de rio com fundo pedregoso, principalmente nas regiões de cerrado. Vive solitário e costuma se afastar rapidamente ao perceber a presença humana, em voos que seguem as margens do rio. Frágil frente à presença humana, esta espécie tem habitat específico, cujas perturbações, mesmo pequenas, fazem reduzir sua presença, na medida em que diminuem os recursos alimentares disponíveis. A construção de hidroelétricas ameaça a sobrevivência da espécie, que atualmente encontra sossego em uns poucos parques nacionais, em reservas ecológicas, ou em raríssimas áreas pouco frequentadas por humanos.

Distribuição Geográfica

R (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Ocorre ao longo da Cordilheira dos Andes, desde a Venezuela até a Argentina. No Brasil aparece em regiões distintas, principalmente no Centro Oeste, no Sul e Sudeste (SP, RJ) e em pontos isolados no extremo Norte (RR, AP). Também na América Central até a Costa Rica.

Status de conservação:LC (IUCN).

Referências

Galeria de Fotos